Criptobiose
Este artigo não cita fontes confiáveis. (novembro de 2015) |
Criptobiose é um estado metabólico reversível no qual um organismo praticamente suspende suas funções vitais para sobreviver a condições ambientais extremas, como a falta de água, temperaturas muito baixas ou elevadas, ausência de oxigênio, entre outras. Essa adaptação permite que alguns organismos resistam por longos períodos até que o ambiente se torne novamente favorável.
Anidrobiose
[editar | editar código]Anidrobiose é a suspensão temporária das atividades vitais que possibilita a um organismo (animal ou vegetal) suportar uma longa desidratação. São seres vivos que conseguem sobreviver quase sem água, como sementes de vegetais superiores, esporos de bactérias.
Organismos que apresentam criptobiose
[editar | editar código]- Tardígrados (ursos-d’água): Microscópicos, suportam radiação, vácuo espacial e desidratação.
- Rotíferos: Pequenos animais aquáticos que também entram em criptobiose para sobreviver à seca.
- Nematódeos: Alguns podem entrar em estados de criptobiose em condições adversas.
Podem apresentar fenômenos relacionados.
Mecanismos biológicos e químicos da criptobiose
[editar | editar código]- Produção de moléculas estabilizadoras, como trealose, que protegem estruturas celulares.
- Alterações na estrutura da membrana celular para evitar danos.
- Suspensão do metabolismo energético.
Aplicações e importância
[editar | editar código]o estudo da criptobiose é útil para:
- Astrobiologia : Estudo da possibilidade de vida em ambientes extremos fora da Terra.
- Biotecnologia: Conservação de células, tecidos e organismos.
- Medicina: Potenciais usos em preservação de órgãos para transplante.
- Conservação ambiental: Ajuda a entender como espécies sobrevivem a desastres naturais.
Exemplos Notáveis e Estudos Científicos
[editar | editar código]1. Tardígrados no Espaço (Missão FOTON-M3, 2007) [1]
- Resumo: Em 2007, pesquisadores europeus enviaram tardígrados ao espaço na missão FOTON-M3 da ESA. Eles sobreviveram à exposição ao vácuo e à radiação espacial.
- Conclusão: Tardígrados foram os primeiros animais conhecidos a sobreviver no espaço em criptobiose.
2. Sementes em criptobiose (Banco de Svalbard) [2]
- Resumo: O Svalbard Global Seed Vault conserva sementes em temperaturas extremamente baixas para colocá-las em estado de criptobiose, prolongando sua viabilidade por décadas ou séculos.
- Importância: É um exemplo de uso humano planejado de criptobiose em biotecnologia agrícola.
3. Nematódeos revividos após 46.000 anos [3]
- Resumo: Em 2023, cientistas russos e alemães reviveram nematódeos encontrados no permafrost da Sibéria com cerca de 46.000 anos.
- Conclusão: Demonstrou a capacidade de criptobiose por escalas de tempo geológicas.
Fontes:
[editar | editar código]- ↑ Jönsson, K. I. et al. (2008). Tardigrades survive exposure to space in low Earth orbit. Current Biology, 18(17), R729–R731.
- ↑ Fowler, C., & Mooney, P. (2010). The Svalbard Seed Vault and Food Security. Bioversity International.
- ↑ Shatilovich, A. et al. (2023). A novel nematode species from the Siberian permafrost shares adaptive mechanisms for cryptobiosis with C. elegans dauer larva. PLoS Genetics, 19(7): e1010798. Link do estudo
- ↑ Instituto Butantan – Artigo sobre criptobiose e o “animal mais resistente do mundo”: https://butantan.gov.br/butantan-educa/criptobiose-animal-mais-resistente
- ↑ NASA Astrobiology – Discussões sobre vida em ambientes extremos. https://astrobiology.nasa.gov/
- ↑ Crowe, J. H. , Hoekstra, F. A., & Crowe, L. M. (1992). Anhydrobiosis. Annual Review of Physiology, 54, 579–599.
- ↑ Wright, J. C. (2001). Cryptobiosis 300 years on from van Leeuwenhoek: what have we learned about tardigrades?. Zoologischer Anzeiger, 240(3-4), 563–582.
- ↑ Hengherr, S. et al. (2008). Survival of tardigrades in space: a review. Astrobiology, 8(3), 557–567. Link (PubMed)